O Porto de Santander deve atingir um marco histórico em sua operação turística. A Autoridade Portuária de Santander (APS) confirmou que, para o ano de 2026, a cidade receberá 38 navios de cruzeiro, o maior número de escalas já registrado na história do terminal. A expectativa é que a movimentação supere a marca de 60 mil turistas.
O anúncio foi feito pelo presidente da APS, César Díaz, que destacou o salto quantitativo em relação a 2025, ano que contou com 20 escalas e cerca de 30 mil passageiros.
Segundo o executivo, o crescimento de quase 100% é fruto da colaboração entre a administração portuária, o Governo de Cantábria e a Prefeitura local, através da marca conjunta Santander Cruise Deluxe.
“Este resultado é consequência direta do trabalho estratégico que estamos realizando para posicionar Santander como uma referência em cruzeiros premium no norte da Espanha”, afirmou Díaz.
A estratégia atual baseia-se em três pilares fundamentais:
- Referência Premium: Consolidar o porto como destino de luxo.
- Sazonalidade: Distribuir as escalas ao longo de todo o ano para manter o fluxo turístico constante.
- Sustentabilidade: Garantir um crescimento que respeite a infraestrutura e o meio ambiente local.
INFRAESTRUTURA E GIGANTES DO MAR
Para comportar essa demanda, o porto está investindo na modernização de suas instalações.
Estão sendo realizadas melhorias para permitir o atracamento de embarcações de até 330 metros de comprimento e 9,5 metros de calado, adaptando-se às dimensões da nova geração de navios de cruzeiro.
Um dos grandes diferenciais competitivos destacados pela autoridade é a localização da Estação Marítima, situada no coração da cidade, facilitando o acesso imediato dos turistas ao centro urbano.
A lista de embarcações para 2026 inclui nomes de peso no setor marítimo:
- Navios de grande porte: Ventura e Arcadia (P&O Cruises), Queen Anne (Cunard) e Borealis (Fred Olsen).
- Segmento de luxo: Crystal Serenity, além de navios de expedição e alto luxo das companhias SilverSea, Le Ponant e Sirena.
Apesar do otimismo, Díaz ressaltou que a administração permanece atenta ao cenário geopolítico global, que pode impactar rotas e decisões do setor turístico e marítimo nos próximos anos.



