A indústria de cruzeiros continua em ritmo acelerado de expansão, com 82 novos navios já encomendados e previstos para serem entregues até 2039.
Os pedidos, que movimentam cerca de US$ 100 bilhões, reforçam a confiança das companhias no crescimento do mercado nos próximos anos.
Nos últimos meses, uma série de novos projetos foi anunciada, principalmente no segmento de luxo e ultraluxo.
Companhias como SeaDream, Crystal, Four Seasons e Viking Ocean estão entre as empresas que ampliaram seus planos de frota.
A maior parte dos novos navios continua sendo construída em estaleiros europeus, que concentram a maior parcela da carteira de pedidos.
No entanto, os estaleiros chineses vêm ganhando espaço e registrando um número crescente de encomendas de companhias internacionais.
Somente em 2027, estão previstas as entregas de 15 novos navios de cruzeiro, que, juntos, representarão aproximadamente 30.324 leitos.
Para 2028, a previsão é de mais 14 embarcações, com capacidade estimada em cerca de 28.100 leitos.
Entre os principais grupos empresariais, a carteira de pedidos está distribuída da seguinte forma:
- Carnival Corporation — Carnival Cruise Line, Princess, AIDA e Adora: 11 navios, com aproximadamente 62.532 passageiros de capacidade;
- MSC Group — MSC Cruises e Explora Journeys: 13 navios, com cerca de 56.530 passageiros;
- Norwegian Cruise Line Holdings — Norwegian Cruise Line, Oceania Cruises e Regent Seven Seas Cruises: 16 navios, com aproximadamente 42.717 passageiros;
- Royal Caribbean Group — Royal Caribbean e Celebrity Cruises: 10 navios, com cerca de 31.370 passageiros. O número, porém, ainda é estimado, já que a capacidade de dois navios da classe Discovery ainda não foi divulgada;
- Disney Cruise Line: 5 navios, com aproximadamente 17.000 passageiros;
- Viking: 9 navios, com cerca de 8.982 passageiros;
- Outras companhias: 16 navios, somando aproximadamente 4.992 vagas.
Além de impulsionar os investimentos das próprias companhias marítimas, o crescimento gera um volume significativo de negócios para a indústria naval, especialmente na Europa, que concentra grande parte da construção dos navios de cruzeiro e também é um dos principais mercados de operação dessas embarcações.



